• Policlínica Coral

Setembro Amarelo

Atualizado: 1 de Dez de 2020

Por Franciani Moser


As razões podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já pensou em suicídio. Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Em muitos casos, é possível evitar que esses pensamentos suicidas se tornem realidade.


A primeira medida preventiva é a educação. Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu.Havia medo de se falar sobre o assunto. De uns tempos para cá, especialmente com o sucesso da campanha Setembro Amarelo, esta barreira foi derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso a recursos de prevenção. Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil, onde atualmente 32 pessoas por dia tiram a própria vida. Surge então um outro desafio: falar com responsabilidade, de forma adequada e alinhada ao que recomendam as autoridades de saúde, para que o objetivo de prevenção seja realmente eficaz.


Mas como buscar ajuda se muitas vezes a pessoa sequer sabe que pode receber apoio e que o que ela sente naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou familiar se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada? Todos podemos fazer esta pergunta: TEM ALGO QUE EU POSSO FAZER PARA TE AJUDAR?

Podemos ficar atentos ao Isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” podem indicar necessidade de ajuda.


O suicídio torna-se atraente em um momento de desespero, no qual a morte parece ser a única maneira de acabar com o seu sofrimento. Abordar o tema com aquele que está passando por um momento difícil pode ser o fator que ajude a evitar que o desespero tome o controle da situação. É fundamental que sejam proporcionados acompanhamentos psicológico e psiquiátrico, e que aquele que venha percebendo pensamentos intensos conte com apoio de amigos, familiares e redes específicas como o Centro de Valorização a Vida (CVV).


O acompanhamento e apoio profissional não devem ser substituídos, mas, o simples acolhimento e disponibilidade podem amenizar significativamente o sofrimento de alguém, resgatando as perspectivas em relação à sua vida.


Franciani Moser é psicóloga (CRP 13139)





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